Sobre
| Homen Pé é um dos idealizadores do projeto HIPOGRAF. Faz parte também do projeto Cycle Player. Começou a se envolver com música e tecnologia em 1998. Hoje alem de produzir, está se especializando em percussão.
Cycle Player - Drum’n'Bass Productions
No ano de 1994, a música eletrônica se expandiu de forma rápida em todo mundo, portada de várias vertentes, que iam de suaves acordes, como a house, até a violenta batida do Jungle. Nessa época, alguns jovens do Jardim Santa Bárbara, bairro do extremo sul da capital paulista começavam a desenvolver interesses “dançantes” sobre esse boom na música mundial, o estilo underground. As casas noturnas como o Arena, a Toco (Boat), o espaço Retrô (Break - Cyberia), Hell’s, Over, Planet, Nation, Sound, que à época tocavam a música eletrônica, começaram a crescer, dando ainda mais gosto por esse estilo barulhento nos garotos. Em 1997, a turma do bairro simples do Grajaú começou a organizar festas de garagem, mesmo com pouca estrutura musical. Nomes como Djs: Eduardo (House), Ricardo (Jungle) e Kl3ber (Techno) se destacavam na região, onde raves aconteciam, sempre banhadas ao som eletrônico. Constituída a base sólida dos estilos mixados, via-se aberta, nas idéias de criação, a curiosidade em saber como funcionava a produção de música eletrônica. Com essa busca de informações diárias, os Djs acabaram descobrindo que existiam alguns softwares que emulam aparelhos como: baterias eletrônicas, sintetizadores, samples, processadores de efeito, seqüenciadores e etc. O rumo da Cycle começava a ser traçado. Em 1998 o Dj Kl3ber trouxe um software seqüenciador, facilitando a vida dos iniciantes. Através dos Djs Ricardo, Willian Santos e Eduardo, então nomes de garotos do bairro, o grupo (nessa época, várias pessoas já faziam parte dessa idéia) começou a adquirir mais conhecimento sobre a música em si e sobre a tecnologia. E com o Roberto F (Mikrob), eles adquiriram um novo método de produção, que foi pelo software “Buzz”. O ano de 1999 marcou o fim da insegurança, do bairrismo. Os produtores André (Smooth Head), Marcos (Nygawz) e Rafael (Sliks) criaram o projeto “Cycle Player”, destinado à produção de Jungle (Drum’n'Bass). A idéia inicial do projeto era fazer um som que tinha características próprias e com espaço aberto para quem tivesse interesse em participar. No período de 2000 a 2001, a Cycle Player manteve seu foco em produções experimentais, como forma de aperfeiçoamento, adquirindo novos conhecimentos e novas tendências. Em 2002, se uniu a Cycle Player o MC Adriano (Black), que junto ao MC Rafael (Guri-Man), já integrante do grupo, criou o projeto chamado “Kochtel Molotov”. A partir dessa data, os dois integraram a participação da Cycle Player com idéias, com vocais vindo do underground, que mistura Drum’n'Bass ao Hip Hop, sempre pregando a ideologia do Hip Hop, que é o respeito e a atitude, mas sem perder a originalidade do Drum’n'Bass! A utopia de se criar um CD, com produções caseiras, já vinha de muito tempo. Em 2003, a Cycle concretizou esse sonho após o lançamento do álbum duplo (Live in the Mix), com 15 faixas cada, mixadas pelo Roberto, (DJ Afônia), outro personagem importante desse selo. Depois desse álbum, as portas começaram a se abrir. Pode-se dizer que o ano de 2003 ficou marcado para todos os integrantes da Cycle. Com o selo duplo lançado, a Cycle conseguiu por no ar o seu próprio site (www.cycleplayer.com). Contatos com outros produtores feitos pelo Luciano dNb, divulgador do site começaram a surgir, tanto pelo interesse de ambos quanto à divulgação das músicas. Festas como Urban Party, Direct from Hells, Projeto Destroyer, no clube Arena, tiveram uma participação especial da Cycle. Para provar que a produção brasileira ainda nasce em guetos e que pode transformar diversão em ritmo de vida, os produtores desse novo projeto eletrônico vão mixando as novas tendências trazendo aos seguidores um trabalho puro e criativo. Hoje a Cycle Player possui seu próprio estúdio e mantém seu estilo inovador, mesclando batuques de maracatu a batida clássica do jungle. |

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